Book do dia
22/12/2016

Ei, Dezembro. Tudo bom?

Vim aqui falar um pouquinho sobre esse ano, as várias descobertas. O segundo look consecutivo usando o mesmo short e a necessidade de sermos quem somos (e nos reconhecermos assim, nos amarmos)! Não preciso falar que no início desse ano éramos todos pessoas muito diferentes que nem sequer imaginávamos que estaríamos aqui – eu escrevendo esse texto – doze meses depois.

Mas estamos, né? Pois a vida seguiu caminhos inesperados.

E vocês podem agora, graças à todas essas experiências, serem reapresentados à Carol ruiva. Que é a melhor versão de mim que conheci ao longo dos últimos anos – e por motivos bem específicos tentei me livrar dela. Então me vejo forçada a encarar essas fotos e ver eu mesma ruiva, usando um short, uma blusinha curta no umbigo, e toda essa felicidade que às vezes acho que vai escapar de mim de alguma forma que talvez eu não sobreviva, e só posso dizer que sou muito grata.

Para ser sincera não quero ser tão altruísta a ponto de dizer que esse ano não foi a coisa mais difícil que já enfrentei. Porque foi. Mas sou muito grata porque ele me transformou numa pessoa nova, com novas percepções da vida, novas qualidades – e defeitos – e conceitos em que me seguro com muito mais força.

Superar todas as coisas que me surpreenderam negativamente me ensinaram muita coisa sobre força e determinação que nenhuma outra circunstância na minha vida poderia ter me ensinado. Me conheço hoje como nunca conheci antes, pois em meio a toda solidão que me cercou eu fui a única capaz de me erguer novamente e essa incrível oportunidade de entrar em contato com um lado meu que eu não sabia que existia me mostrou que, puxa, eu sou foda pra caralho.

No início desse ano eu não fazia ideia de que ia amar minha imagem dentro de um short, que eu ia passar a associar o cheiro da canela com lar, que eu ia gostar de cerveja, que eu ia redescobrir cada uma das minhas amizades, que eu ia fortalecer laços já rompidos com pessoas que eu só sentia saudades, que eu ia conhecer pessoas incríveis de outros cantinhos do país graças à internet, que eu ia me tornar uma especialista no metrô de São Paulo, que eu ia encontrar a Evanna Lynch andando na rua, trocar mensagens com a Cassandra Clare e receber uma resposta da Meg Cabot e do Neil Gaiman.

Eu não imaginava que eu veria o Neil Patrick Harris, conheceria amigos de internet de longa data, choraria encolhida no chão do banheiro e descobriria que maracujá é a minha fruta favorita – por favor Nestlé, mande uns Frutares. Eu simplesmente não tive imaginação suficiente pra acreditar em mim e entender que eu sempre soube o que eu queria fazer da minha vida, apesar do medo de achar que essa é uma realidade tão distante que eu passei anos afastando essa ideia de mente, por não achar que eu era digna de realizá-la.

No início de 2016 eu não imaginava nem que o Leonardo di Caprio ia ganhar um Oscar, quanto mais que eu ia me desesperar para me livrar dos meus fios ruivos e depois, numa súbita inspiração da madrugada, me olhar no espelho pela primeira vez em meses e enxergar a verdadeira eu – que fora propositalmente deixada num cantinho escuro para ser esquecida diante da realidade.

Vamos descobrindo ao longo das jornadas que o mesmo acontecimento é recontado por pessoas diferentes de formas diferentes porque temos percepções distintas da vida. Dessa forma, 2016 foi o melhor e pior ano da minha vida. E em todos os aspectos possíveis eu não poderia estar mais feliz em ter me enganado tanto: sobre as pessoas em quem eu confiava, sobre meus amigos mais próximos, sobre quem se importava comigo, sobre eu mesma, sobre meu caráter, meu futuro, meus talentos. Já pensaram que talvez quando notamos depois de um tempo que “a vida seguiu caminhos inesperados” é apenas a nossa percepção de que não fomos capazes de, de fato, esperar que esses caminhos fossem possíveis?

Vamos perder muito ainda, amigos. Sei que vamos. Mas não podemos perder a imaginação. E que bom descobrir isso a tempo.

Bem a tempo de começar o próximo ciclo com toda a disposição possível de continuar na única direção que qualquer pessoa deveria ir: adiante.

Short: C&A / Cropped: C&A – poxa, C&a, cadê o patrocínio / Tênis: Constance /Fotos: Caroline Ozzy

Beijos,
Carol Santana
Book do dia
29/09/2016

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Mais um post de look do dia que no fim das contas acabou sendo mais especial do que eu achei que seria. Pra começo de conversa, enquanto escrevo esse post tem tinta ruiva no meu cabelo. SIM! It’s happening, people! Esse post fica sendo a despedida da minha tentativa um tanto o quanto frustrada de voltar a ser morena. Valeu, foi bom, adeus!

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Em primeiro lugar quero dizer que tá tendo muito shorts sim desde esse post aqui em que eu expliquei sobre a primeira vez que usei shorts na vida adulta e porquê, e se tem uma coisa que eu tô muito feliz de ter abandonado esse ano foi a minha insegurança em relação a usar shorts. Esse look aqui é um dos mais Carol que eu já fotografei pra vocês! <3

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Vamos dar um close aqui nessa tattoo nova que eu estava querendo fazer há um tempinho. Um coracão com ondas em seu interior, sendo segurado por um par de mãos. Não, sério, não segue rodando não, tira um minutinho pra apreciar essa tatuagem aqui comigo <3

O que eu acho mais incrível das fotos que a Carol tira é que, independente da vibe ou momento da vida em que eu esteja, ela consegue captar. Vocês que me acompanham há mais tempo devem ter reparado o quanto os looks do dia aqui do blog são todos muito diferentes uns dos outros. Isso é porque eu raramente faço mais do que 2 por mês, e olhando o quadro geral da coisa, eu vou mudando mais rápido do que consigo fotografar. A proposta desse era mostrar o cabelo curto cacheado e a tatuagem nova, mas acho que acabou mostrando uma paz de espírito a mais. Tô andando muito leve por ai esses dias e só posso dizer que recomendo a cada uma de vocês que largue de lado esses medos bobos e infundados em relação a moda e usem o que vocês quiserem, que eu tenho certeza, vão andar por aí de sorrisão tipo eu! :)

Shorts: C&A / Camiseta: GAP / Camisa Xadrez: Sem marca / Tênis: Allstar / Anel de Óculos: Toca Mágica / Colar de Coruja: Comic-con / Colar de Grão de Arroz: Moço Hippie da Pracinha / Batom: Ruby Woo da MAC / Tatuador: @frazaofrazaofrazao / Fotografia: Caroline Ozzy

Beijos,
Carol Santana
Book do dia
01/09/2016

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Abre alas para o look do dia mais Carol que esse blog já conheceu. Estava mega ansiosa pra mostrar essas fotos pra vocês porque elas ficaram com uma iluminação muito maravilhosa! Na verdade dei uma preview delas lá no instagram e no twitter semana passada (@_cpadfoot nas duas redes!) então se você não me acompanha dá o querido follow porque eu tô sempre postando (principalmente no twitter, amo/sou).

Esse look foi um combo de coisas maravilhosas primeiro porque vestir essa saia (que está muito, muito larga) me fez perceber o quanto de peso eu perdi, segundo porque isso me mostrou o quanto meu estilo mudou: antigamente, por não gostar das minhas pernas eu tentava usar roupas o mais largas possíveis nessa região das coxas, então acabava optando por saias. Depois que eu me libertei dessas neuras (tem um post muito especial sobre esse meu complexo e questões de corpo bem aqui) eu comecei a usar mais short e me viciei completamente neles, tanto que eu não havia nem reparado há quanto tempo não usava uma saia até colocar essa – que eu usava sempre – e reparar o quanto ela está larga. Terceiro motivo por eu ter amado muito essas fotos é que, por terem sido tiradas no por do sol elas ficaram meio douradas, achei a iluminação fantástica!

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E a última foto é de costas pra mostrar que tem dois grampos (de cabelo) segurando o cós da saia que eu tive que apertar pra não ficar pelada no meio da rua, hahaha. Ainda assim tô pensando num jeito de mandar apertar sem perder o corte porque mesmo usando os grampos pra apertar ela não está mais moldando a cintura.

Aliás, a situação das minhas roupas está drástica. Já doei algumas mas ando pensando em fazer uma lojinha online pra vender o resto porque tem muitas que eu nem sequer usei e agora estão muito largas já que eu diminuí 3 manequins e estou falida e preciso dinheiro pra comprar roupas novas. Que que vocês acham? Alguém já fez? Preciso saber tudo sobre lojinhas online, quem souber me conta!

Regatinha: C&A / Saia: Tão velha que não lembro / Sapato: Lojinha em Limeira / Colar: Minha mãe quem fez /Fotografia: Caroline Ozzy

Beijos,
Carol Santana
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