Resenha
06/01/2016

2.blogggg

Lucy nem ao menos tem namorado (para falar com franqueza, ela nem tem assim tanta sorte no amor). Mas a senhora Nolan jogou o tarô e previu que Lucy estará entrando na igreja, a caminho do altar, dentro de um ano.
As amiga que dividem o apartamento com Lucy ficaram estarrecidas com a notícia. Se ela for embora, isso vai acabar ponto fim ao seu maravilhoso estilo de vida, que consiste em comer quentinhas, beber muito vinho, levar rapazes para o apartamento e jamais fazer uma faxina na casa. Mas Lucy as tranquiliza, dizendo que anda ocupada demais brigando com a mãe e se preocupando com o irresponsável do pai para pensar em se casar.
E há um pequeno problema: não existe nenhum namorado na jogada. Entretanto, Lucy conhece Gus, o lindo e anda confiável Gus, e começa a se perguntar: será que ele poderá ser o futuro Senhor Lucy Sullivan?
Ou quem sabe Chuck, o americano bonitão? Ou Daniel, o maior paquerador do mundo?
Ou quem sabe Jed, o novo rapaz que foi trabalhar na firma?

Título Original: Lucy Sullivan is getting married
Autora: Marian Keys
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 642
Ano de Lançamento no Brasil: 2005
Nota: ♥♥♥♥

Lucy Sullivan é jovem adulta irlandesa de 26 anos que mora em Londres e trabalha no escritório de uma grande distribuidora de peças junto com três amigas que fazem seus dias no escritório mais divertidos (e bagunçados!). Hettie é uma mulher certinha, casada e responsável, Meredia está acima do peso, usa roupas extravagantes e tenta fazer os homens notá-la, e Megan, uma australiana de espírito livre e aventureira que está nesse emprego chato só de passagem até conseguir dinheiro o suficiente para sua próxima viagem.

Quando a vida delas se torna muito chata e sem emoção Meredia marca uma consulta com uma vidente, a Sra. Nolan, para que elas tenham algum tipo de esclarecimento sobre seus futuros. Nossa protagonista não se identifica com esse tipo de crença. Principalmente porque a Sra. Nola previu que Lucy terminaria o próximo ano casando e visto que ela não tem nem mesmo namorado ou sequer um candidato à namorado o quadro geral não é muito bom para que a previsão se realize.

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É quando as previsões de Meredia e Megan se realizam que Lucy começa a considerar que seu caso pode não estar tão perdido assim. No entanto, quem pode se interessar por Lucy? Insegura de suas qualidades e com um longo registro de namorados vagabundos que a usam como fonte de dinheiro, Lucy dá o braço a torcer e decide sair com seu melhor amigo Daniel, já que ele é um mulherengo e não existe nenhuma possibilidade de ela se apaixonar por ele. É nesse dia que eles terminam em uma festa e ela conhece Gus, um cara espontâneo, boêmio e criativo por quem Lucy se apaixona desesperadoramente e a partir desse dia passa a ter certeza de que é sobre Gus que a profecia da Sra. Nolan se referia.

Fica claro para o leitor que Lucy tem problemas com homens, e mais tarde entendemos que isso é por causa da sua relação com o pai. No entanto é por causa de sua mãe, que decide pedir o divórcio, que a vida de Lucy muda por completo. Sendo uma narrativa em primeira pessoa é interessante que a escritora consiga mostrar a visão da protagonista sobre os acontecimentos mas ainda assim apresentar um plano geral sobre tudo aquilo que Lucy não enxerga e é essencial para sua aceitação como uma mulher feliz.

É importante dizer que Lucy tem um histórico de depressão que volta para assombrá-la de vez em sempre, e por isso ela acredita que não nasceu para ser feliz, sabotando intencionalmente as situações que podem trazer a ela essa felicidade. As partes divertidas ficam por conta das conversas de Lucy e Daniel e das brigas de Megan e Meredia mas toda a narrativa faz com que desejemos bater e depois cuidar da Lucy por conta das decisões que ela toma. É um livro que nos faz rir mas também nos mata de raiva por causa das atitudes quase suicidas de Lucy.

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Apesar da diversão eu devo dizer que esperava mais da história pois são 642 páginas que explicam os acontecimentos de mais ou menos um ano, porém muito da narrativa é gasta com coisas que não interferem no resultado final. O legal é que como o livro é em primeira pessoa vamos sempre descobrindo quem Lucy é (ou o que ela acha de si mesma) por causa do livre acesso que temos aos seus pensamentos e pela maneira como ela age com outras pessoas. É um crescimento grande que ela tem da primeira à última página do livro. Com uma receita clássica de chic-lit, Marian Keys mistura humor com depressão, amizade com más decisões e conflitos com superstição.

 

Beijos,
Carol Santana