A primeira semana do desafio foi um sucesso! Que coisa incrível poder voltar para fazer o pacote de tarefinhas da segunda semana sabendo que tanta gente tem aproveitado e curtido o desafio.

Você perdeu e não sabe do que a gente tá falando, mas viu essas ilustrações incríveis por ai e quer participar? Não tem problema, a gente te esclarece bem aqui.

 

Acreditamos que empoderamento não é apenas alcançar nosso potencial, mas ajudar outras pessoas a fazer o mesmo, pensando nisso o Horinhas de Descuido libera o uso dessas imagens à qualquer página, blog ou organização desde que sem retirar os créditos e sem fins lucrativos. No instagram e no facebook não esqueçam a hastag #30diasdecuidadohdd pois estamos muito a fim de acompanhar vocês. Aqui no blog falamos muito sobre amor, amor próprio, respeito e relacionamentos, se você quer saber mais sobre a nossa iniciativa é só olhar na categoria Textos.

Continuem ligados no instagram do blog @caroldohorinhas para conferir as imagens diárias e interações! :)

Daquela vez foi diferente.

Daquela vez a gente não conseguiu reparar. Já houveram vezes em que o orgulho foi muito alto, a dor muito funda o amor muito raso e a compreensão evaporou. Mas mesmo disso a gente voltou. Voltamos de tudo, menos daquela vez. Eu sempre pensei que eu poderia me escolher, que eu poderia ir embora – eu nunca pensei, acho, sobre como voltar depois caso quisesse. Nunca pensei que ia precisar.

O amor não é sobre precisar. Nunca se diz “eu preciso de você” como uma coisa boa. Precisar é sempre sobre eu, o amor é sempre sobre nós. Eu posso amar sem que o outro não me ame, mas eu não posso amar sem que outro exista. Por isso o amor-próprio é uma jornada muito longa, porque tudo que conhecemos sobre o amor é o que os outros nos contaram sobre ele e é necessário construir uma identidade nossa antes de aprender como amá-la – é necessário conhece-la

Precisar é muito egoísta, por isso eu nunca achei que fosse precisar até que precisei ir embora. E foi fácil, sabe? O estranho é que foi fácil. Não exatamente fáaaaacil, mas, ao menos, não tão difícil quando deveria ter sido. Foi difícil à beça, mas eu consegui, entende? Nunca pensei que conseguiria. Às vezes acho que deveria ter dado um pouco mais de trabalho. Sinto que a coisa certa a se fazer teria sido desmaiar em sarjetas e fazer ligações de madrugada, mas nada disso aconteceu. Nada disso nem chegou perto de acontecer.

Precisei ir. Fui. E daquela vez foi diferente.

Porque eu não precisei voltar.

E hoje eu sei que há tempestades das quais não se volta. Porque a gente nunca sai de uma tempestade conforme entramos: uma parte nossa fica lá dentro, presa para sempre no limbo do passado de quando entramos. Mas há uma pessoa que saiu da tempestade. Uma pessoa que ainda contempla o céu estrelado e sorri consigo mesma por causa dele – independente de quem escolhe contemplar ao lado. Uma pessoa que amou muito, e quando esse sentimento adormeceu continuou sendo um bom lugar, um bom lar para se viver.

Ainda dá pra andar pela cidade e ver as pessoas, conhece-las, se apaixonar pela vida delas, pelas suas mentes, pelo seus corações. É possível ser um bom lugar. É possível abrigar corações, fazê-los sentir-se em casa, fazê-los dar saltos e remar contra fortes ventos apenas para voltar para o abrigo de um abraço. Não é mais preciso se desdobrar para caber em braços pequenos demais para o seu grande coração. Há uma pessoa que saiu da tempestade, e essa pessoa – você – ainda é um bom lar.

Você nunca mais será a mesma.

Tudo porque daquela vez foi diferente. Porque daquela vez você conseguiu ir e não voltar. Porque você precisou mais de si mesma do que te ensinaram que o amor precisaria de você. O amor não é precisar. O amor é não precisar e querer mesmo assim – porque dá pra ter uma vida de escolhas em conjunto sem precisar escolher pelo outro, e talvez ele não precise de você, mas queira ficar mesmo assim, e isso é o amor.

Porque vamos todos sobreviver às tempestades, mas ainda podemos escolher ter uma vida depois delas. O amor não é a tempestade, ele é o remo. O amor não é o afogamento, é o braço estendido. O amor não é o furo no barco, ele é a vela aberta. O amor não é – nunca é – quem exige que você permaneça a mesma ou te ame apenas sob os bons tempos de sol escaldante. Ele é tudo aquilo que nenhum vento nunca foi capaz de levar embora. O amor é o que fica.

O amor nunca mais será o mesmo. Porque agora eu sei quanto ele vale, quão longe ele vai, quão forte ele luta, quanta vida ele traz consigo. E amo diferente agora, nunca mais poderei amar sob as mesmas condições de antes. Porque daquela vez foi diferente, daquela vez eu precisei ir e ele não me pediu pra ficar, e eu soube que a tempestade dele era eu. Porque daquela vez se eu precisasse voltar não poderia nadar tão forte. Quem me conheceu antes da tempestade não conhece mais. Porque eu nunca mais fui a mesma. Quem me amou antes da tempestade não pode amar mais sem permitir que eu me apresente, porque agora não há nada além de uma brisa gentil e fresca.

E eu sei que tudo isso foi porque daquela vez foi diferente. Todas as outras vezes eu tinha sobrevivido, daquela vez eu vivi e por causa daquela vez em que escolhi viver, eu nunca mais fui a mesma.

Faz cerca de duas semanas que eu postei essa imagem no instagram falando sobre um projeto que eu estava pensando em fazer e perguntando quem tinha dificuldades em se amar e aceitar seu lugar no mundo. O resultado de vocês foi incrível. Foi um daqueles momentos em que eu tive muita certeza de que motivar trocas é a coisa mais sensacional do mundo, e que a gente nunca precisa estar sozinho se não quiser pois há sempre pessoas dispostas a nos ouvir se soubermos onde olhar – e há uma imensa rede de pessoas querendo se comunicar, trocar, tocar e serem tocadas.

O 30 dias de exercícios em prol do amor próprio foi um projeto que nasceu no meu coração há algum tempo, mas eu ainda estava procurando a melhor forma de apresenta-lo a vocês. Acho que a proposta não podia ter sido melhor do que entregar a arte dele pra uma das melhores amigas que eu tenho, ilustradora foda e artista incrível de quem falo muito lá no instagram, a @thrreis .

O projeto foi pensado para mulheres, e no instagram, mas eu quero garantir que todo mundo que queira possa participar. Por isso dividi os exercícios por semana, para disponibiliza-los de 7 em 7 aqui no blog para vocês, mas se quiserem acompanhar pelo instagram, diariamente, seria incrível porque a gente quer acompanhar todo mundo pela hastag #30diasdecuidadohdd . Pelo meu perfil e pelo perfil da Tatá vocês vão poder conhecer, todos os dias, o exercício do dia. Eles foram pensados e articulados para fazerem sentido como um todo, então mesmo que você sinta que um é muito difícil de responder, tente fazê-lo para que você possa ter o melhor resultado possível ao fim dos trinta dias, tá bom? Na página do blog do facebook também vai rolar de responderem, mas para dar privacidade às pessoas que querem participar mas não desejam se expor nos comentários a gente tá priorizando o stories do instagram.

 

Achamos que há muitas mulheres incríveis por ai que por algum motivo não conseguiram encontrar seu potencial. Se você não quer fazer o projeto mas acha que ele pode ser útil para alguém envie essa postagem para essa pessoa. Acreditamos que empoderamento não é apenas alcançar nosso potencial, mas ajudar outras pessoas a fazer o mesmo, pensando nisso o Horinhas de Descuido libera o uso dessas imagens à qualquer página, blog ou organização desde que sem retirar os créditos e sem fins lucrativos. No instagram e no facebook não esqueçam a hastag #30diasdecuidadohdd pois estamos muito a fim de acompanhar vocês. Aqui no blog falamos muito sobre amor, amor próprio, respeito e relacionamentos, se você quer saber mais sobre a nossa iniciativa é só olhar na categoria Textos.

No canal do blog tá rolando um sorteio sobre um livro espetacular que fala sobre arte, artistas e por que não achamos que merecemos pedir coisas às pessoas que tem para nos dar. Tá esperando o que pra participar? O link tá aqui.

Semana que vem a gente volta com outro post do projeto #30diasdecuidadohdd e a programação normal do blog de um texto da semana, quem tá com saudades? Obrigada por entenderem minhas férias, mas estamos seguindo o baile lá no instagram e no youtube, então não deixe de seguir a gente nas outras redes. Muito obrigada por todo mundo que decide embarcar conosco nas jornadas mais incríveis que eu nem sempre soube onde iam dar – vocês são incríveis, manas!

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