2.blogggg

Lucy nem ao menos tem namorado (para falar com franqueza, ela nem tem assim tanta sorte no amor). Mas a senhora Nolan jogou o tarô e previu que Lucy estará entrando na igreja, a caminho do altar, dentro de um ano.
As amiga que dividem o apartamento com Lucy ficaram estarrecidas com a notícia. Se ela for embora, isso vai acabar ponto fim ao seu maravilhoso estilo de vida, que consiste em comer quentinhas, beber muito vinho, levar rapazes para o apartamento e jamais fazer uma faxina na casa. Mas Lucy as tranquiliza, dizendo que anda ocupada demais brigando com a mãe e se preocupando com o irresponsável do pai para pensar em se casar.
E há um pequeno problema: não existe nenhum namorado na jogada. Entretanto, Lucy conhece Gus, o lindo e anda confiável Gus, e começa a se perguntar: será que ele poderá ser o futuro Senhor Lucy Sullivan?
Ou quem sabe Chuck, o americano bonitão? Ou Daniel, o maior paquerador do mundo?
Ou quem sabe Jed, o novo rapaz que foi trabalhar na firma?

Título Original: Lucy Sullivan is getting married
Autora: Marian Keys
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 642
Ano de Lançamento no Brasil: 2005
Nota: ♥♥♥♥

Lucy Sullivan é jovem adulta irlandesa de 26 anos que mora em Londres e trabalha no escritório de uma grande distribuidora de peças junto com três amigas que fazem seus dias no escritório mais divertidos (e bagunçados!). Hettie é uma mulher certinha, casada e responsável, Meredia está acima do peso, usa roupas extravagantes e tenta fazer os homens notá-la, e Megan, uma australiana de espírito livre e aventureira que está nesse emprego chato só de passagem até conseguir dinheiro o suficiente para sua próxima viagem.

Quando a vida delas se torna muito chata e sem emoção Meredia marca uma consulta com uma vidente, a Sra. Nolan, para que elas tenham algum tipo de esclarecimento sobre seus futuros. Nossa protagonista não se identifica com esse tipo de crença. Principalmente porque a Sra. Nola previu que Lucy terminaria o próximo ano casando e visto que ela não tem nem mesmo namorado ou sequer um candidato à namorado o quadro geral não é muito bom para que a previsão se realize.

5.blogggg

É quando as previsões de Meredia e Megan se realizam que Lucy começa a considerar que seu caso pode não estar tão perdido assim. No entanto, quem pode se interessar por Lucy? Insegura de suas qualidades e com um longo registro de namorados vagabundos que a usam como fonte de dinheiro, Lucy dá o braço a torcer e decide sair com seu melhor amigo Daniel, já que ele é um mulherengo e não existe nenhuma possibilidade de ela se apaixonar por ele. É nesse dia que eles terminam em uma festa e ela conhece Gus, um cara espontâneo, boêmio e criativo por quem Lucy se apaixona desesperadoramente e a partir desse dia passa a ter certeza de que é sobre Gus que a profecia da Sra. Nolan se referia.

Fica claro para o leitor que Lucy tem problemas com homens, e mais tarde entendemos que isso é por causa da sua relação com o pai. No entanto é por causa de sua mãe, que decide pedir o divórcio, que a vida de Lucy muda por completo. Sendo uma narrativa em primeira pessoa é interessante que a escritora consiga mostrar a visão da protagonista sobre os acontecimentos mas ainda assim apresentar um plano geral sobre tudo aquilo que Lucy não enxerga e é essencial para sua aceitação como uma mulher feliz.

É importante dizer que Lucy tem um histórico de depressão que volta para assombrá-la de vez em sempre, e por isso ela acredita que não nasceu para ser feliz, sabotando intencionalmente as situações que podem trazer a ela essa felicidade. As partes divertidas ficam por conta das conversas de Lucy e Daniel e das brigas de Megan e Meredia mas toda a narrativa faz com que desejemos bater e depois cuidar da Lucy por conta das decisões que ela toma. É um livro que nos faz rir mas também nos mata de raiva por causa das atitudes quase suicidas de Lucy.

3.bloggg

Apesar da diversão eu devo dizer que esperava mais da história pois são 642 páginas que explicam os acontecimentos de mais ou menos um ano, porém muito da narrativa é gasta com coisas que não interferem no resultado final. O legal é que como o livro é em primeira pessoa vamos sempre descobrindo quem Lucy é (ou o que ela acha de si mesma) por causa do livre acesso que temos aos seus pensamentos e pela maneira como ela age com outras pessoas. É um crescimento grande que ela tem da primeira à última página do livro. Com uma receita clássica de chic-lit, Marian Keys mistura humor com depressão, amizade com más decisões e conflitos com superstição.

 

7.blog

Não vou mentir. Fotografar looks do dia se tornou um dos meus grandes hobbies. Quero fazer o máximo que conseguir esse ano pra vocês. Dessa vez esqueci de levar o livro que estou lendo na semana, por isso o Book do Dia virou Look do Dia mesmo.

1.blog4.blogblog.98.blog blog.6

Alô, 2016!

Rolou um amor muito grande por uma foto que eu coloquei no instagram usando esse vestido na minha viagem de Buenos Aires, ai eu resolvi usar o vestido novamente pra mostrá-lo a vocês, já que foi a roupa mais linda que eu comprei em 2015 e, infelizmente já usei mais do que devia.

Não sei se vocês tem disso mas quando eu compro uma roupa que é muito especial eu evito de usar que é pra ela continuar nova, HAHAHAHAHA. Sempre amei as roupas da Farm mas nunca comprei porque acho mais caro. Não é que não vale, eu acho que vale, só não é muito minha realidade. Esse vestido comprei pra ir em um casamento ao por-do-sol mais ou menos em Setembro. Espero que tenham gostado!

Vestido: Farm / Sapatilha: Melissa / Bolsa: Penney’s / Colar: Hamleys / Batom: Marsala da Dailus

03/01/2016

Bagagem

large

É incrível o que alguns meses podem fazer na vida gente. É confuso como a gente percebe quem importa e quem não faz tanta falta assim. E é mágico como pode um ano começar de um jeito e terminar totalmente diferente como se muito mais do que 365 dias houvessem se passado. Parecem 6 milhões de dias porque é muito díspar de quando começamos, do que nos lembramos.

Mas passam-se os dias, e passam-se os meses, e até os anos – com toda sua lonjura, eternidade e distância um do outro – vão se passando. E é bom que passem, porque a gente sempre pode usar de um pouquinho mais de esperança. Você sabe, aquelas superstições de ano novo não funcionam nunca, mas é tão importante para nós que acreditemos nelas.

De um mês para o outro eu mudei. Achava, por exemplo, que quando a minha avó diz que ninguém morre de amores ela estava certa. Hoje eu sei que ela está errada, e a gente morre sim. Morre de amor, morre de dor, morre de novo. Porque é só através da morte que podemos renascer e é evidente que eu não sou mais a mesma pessoa. O fogo da dor queima em nós e como uma fênix a gente morre, no meio do sofrimento e da agonia se perde ali um pedacinho do eu, do tu.

E quando abaixa a poeira e a gente acha que é só o pó, eis que ressurge. E é totalmente diferente. RIP eu do passado, Long Live eu de hoje. E seguimos crescendo. Não é uma mudançazinha que aconteceu e acabou. Cada dia aprendemos algo novo sobre nós, ou sobre o mundo, ou sobre as pessoas ou sobre a vida, e, principalmente, sobre o amor.

Eita, O Amor! Taí só pra acrescentar na bagagem que vamos acumulando ao longo dos anos. Bagagem de fotos, de livros, de experiências, de amores, de praias, de receitas, de memórias, de diplomas, de presentes, de lições, de amigos, de canções, de sorrisos, de amores, de abraços, de quotes, de globos de neve, de cartas, de carimbos, e de lágrimas.

É por isso que embora doa em nós não precisamos tentar apagar quem nós fomos. Primeiro porque não precisamos ter vergonha disso, e segundo porque é essa bagagem que nos permite amadurecer para nos tornarmos quem somos hoje, ou quem seremos um dia. É na coleção dessa bagagem que vemos o que é pesado demais para carregar, e o que não podemos deixar para trás.

E mesmo na dor da morte, precisamos velar e enterrar esse eu, porque é a única forma de ver o renascimento. E acontece todos os dias. Na curiosidade, no ir adiante, no acreditar, no se apoiar em alguém. São tantas coisas que nos fazem ter esperança. São tantas coisas que batem lá no fundo da alma e voltam pra superfície como um tornado revirando tudo que no caminho. São tantas coisas que nos transformam. Tantos paradigmas que quebramos. Tantas causas que apoiamos. Tantas coisas que aprendemos. Tantas pessoas que amamos.

A vida só segue se você permitir que ela siga. A morte pode acontecer das mais diversas formas. Vem numa flor murcha, num pôr-do-sol, numa borra de chá no fundo da xícara vazia, num olhar, numa season finale, num aeroporto. De tantas formas que vejo aprendi a vê-la dentro de mim, mas a dor do adeus vira poesia, porque graças a ela temos a oportunidade de respirar novamente.

Podem levar horas, dias, meses ou anos. Mas a chama queima novamente, e o renascimento acontece. Se você está passando pelo luto agora espero que saiba que ele vai passar e uma nova pessoa vai nascer dentro de você e quem tu era vira bagagem.

A esperança vem nas mais diversas formas, e a gente nunca sabe onde ela vai aparecer de novo. Eu espero que ela esteja aqui comigo, e que você a veja, identifique, e a guarde contigo. Feliz você novo! Espero que nos encontremos novamente na próxima esquina, ou mais adiante – aonde a próxima dose de esperança estiver escondida.

Páginas«1 ...1920212223... 31»



Top