Disclaimer: Senta que lá vem textão.

Tudo que eu vivi a minha vida toda me preparou pra escrever essa postagem e ainda assim, enquanto digito essas palavras, sinto que estou emocionada demais e o emocional segue falhando, me perdoem se eu ficar muito manteiga derretida, esse é um assunto muito por demais delicado na minha vida, e vocês logo vão entender porque esse personagem mudou a minha vida completamente.

No mês de Junho não teve Essential Books, mas quero postar as fotos ainda no futuro, só que o tema do mês propunha fotografar uma personagem secundária feminina e a minha personagem escolhida, Ariane Narin, me requer um figurinho que eu ainda não consegui costurar, e depois de ter colocado ela na cabeça não consegui pensar em nenhuma outra, por isso segurem ai e se quiserem conferir mais fotos do projeto em que eu e algumas colegas fotografamos a essência de um livro, é só clicar na categoria fotografia ali na lateral do blog que você vai ser direcionado pra uma lista com os posts passados onde já fotografei Hermione Granger, entre outras coisas incríveis.

Mas, deixando as explicações de lado, vamos falar sobre um personagem masculino secundário que no meu coração é o protagonista: excelentíssimo Sirius Black.

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I. Sirius Black é um bruxo de família tradicional puro-sangue, porém em nada se assemelha com suas origens. Pra começo de conversa ele detesta sua família e suas regras e tradições estúpidas, pra ele não faz sentindo desprezar alguém por causa de sua origem e ele tampouco está se importando em ser cortado da herança ou deserdado. Quando vai para Hogwarts e conhece James Potter, Sirius descobre quem realmente é sua família, e passa a ser leal e fiel a eles para sempre, mesmo quando seu grande irmão, James, morre e ele é preso pois todos julgam que ele foi o responsável pelo assassinato dos Potter.

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II. Por ser o melhor amigo de James, quando Harry nasce Sirius passa a ser seu padrinho. Nessa imagem temos a primeira página de uma carta escrita por Lilian Potter e enviada à Sirius Black na qual Lily fala a Sirius sobre Harry e como ele, ainda bebê, tem talento para voar. É uma carta que Harry encontra no quarto de Sirius, depois de sua morte, enquanto procura por pistas de quem é R.A.B.

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III. O Prisioneiro de Azkaban é o livro que nos apresenta ao personagem de Sirius Black, foi meu livro favorito por anos, e ainda é o que eu mais li. Os últimos capítulos, em que somos apresentados aos Marotos, são os meus favoritos. Foi graças a esse imenso amor por Sirius e seus amigos que eu comecei a escrever e isso mudou tudo, para sempre! <3

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IV. O feitiço favorito de todo viciado em Harry Potter com certeza é Expecto Patronum. Não sei vocês mas a cena em que o Harry lança o feitiço para salvar seu então descoberto, e inocente, padrinho é uma das mais comoventes que já vi, talvez porque eu fico agoniada achando que o Sirius vai morrer mas acho de uma profundidade tão linda que os Dementadores representem a depressão e o Patronum seja um feitiço de luz <3

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Para conferir as postagens das outras meninas sobre o tema personagem masculino secundário é só clicar:

Livro Arbítrio | Sammysacional | Nina é Uma | Cupcakeland |
Pensamentos valem ouro | Outro capítulo | Naive heart
Sem título

Eu me lembrei de você hoje.

Estava andando na rua quando parei em uma esquina e olhei pra cima pra ver se o sinal estava fechado pra eu poder atravessar e BANG, fui atingida. Não era um motorista, não que você se importe, mas, estou bem. Fui atingida, abençoada, por uma visão do céu, que estava espetacular. Azul, daquele azul lindo que você ama, e traz paz de espírito, e com um monte, várias, infinitas, fofas e brancas nuvens por toda parte. Foi a coisa mais linda do dia.

Comecei a rir pensando que se fosse ligar pra te contar isso provavelmente eu ia me embaralhar toda e começar a gaguejar e fazer sons engasgados que geralmente eu fazia quando estava perto de você, do tanto que você me deixava nervosa, mas ai depois comecei a pensar, eu nem me lembro mais como eram esses sons, só lembro que você achava muito engraçado me ver tão nervosa a ponto de fazê-los.

As nuvens estavam tão fofas que eu me senti naquela fase do Mario cheia de nuvens, sabe? Que tem uns morrinhos verdes e a gente vai pulando neles e quando o pé do Mario toca no morrinho ele vai baixando até que se chegar embaixo você morre? É, aquela fase que geralmente o yoshi morre, sabe? Então, lembrei dela, e lembrei da quantidade de tempo e quantidade de risadas que gastamos jogando esse jogo, meu Deus, faz tanto tempo que essas lembranças parecem de outra pessoas implantadas aqui no meu HD com um pendrive externo porque, francamente, não tem lógica que tudo isso foi a gente que viveu.

Não foi, eram outras pessoas. Pra começar eram um casal, nós não somos um casal. Eram um casal e precisavam muito da companhia, da sorriso e da mão do outro segurando a deles pra serem felizes e essa não é nossa situação. Eles também podiam ligar um pro outro pra dividir coisas, como quando alguém da família perde o emprego, como quando alguém perde dinheiro na rua e fica muito triste, se forma, ganha bebê, perde 12 quilos, descobre uma receita nova, é promovido ou compra um carro, e, você sabe, esse também não é nosso caso, não podemos contar um com o outro para nada, porque aquelas eram outras pessoas e tudo que nós somos agora está longe de ser amor, amizade ou sequer empatia. Somos só estranhos no supermercado, alguém com quem se trombaria na fila do banco e pediria um “desculpe” amarelado.

Também lembrei de você porque eu vi um coelho nas nuvens e ai eu lembrei do dia que a minha irmã ganhou um coelho e ficamos brincando com ela no quintal daquela casa que eu morei, onde tinha grama, e depois eu pensei “gosto de coelhos”, e quando começo a pensar em animais automaticamente me vem à cabeça a imagem de você com uma coberta peluda e marrom envolta por todo o corpo se fingindo de urso e quando eu penso em ursos eu lembro daquela coisa medonha que fica sobre o seu guarda-roupas, e, francamente, doe isso pra um orfanato!

Na sequência eu lembrei que hoje é quarta e tem jogo, e que você provavelmente veria o jogo, lembrei que eu preciso escrever uma cena detalhada de um jogo de futebol para o meu livro e você disse que ia me ajudar a narrar isso, mas você nunca fez isso. Você nunca me explicou como funciona o futebol, nunca fez um buquê de origami pra mim e nem se importou se eu queria ou não usar aliança. Tem muita coisa que você nunca fez, então, por que de repente começo a me preocupar com as coisas que você está fazendo agora?

Não posso fazer isso, não tenho energias suficientes pra gastar me preocupando com isso. Não porque eu não me importe com você, ainda me importo um pouco, e te amo um pouco, é só que eu não gosto mais de você. É eu sei, muito Dexter e Emma, mas.. tem uma coisa que você nunca soube: a nossa história é exatamente igual à de Dexter e Emma. Você lembra de quando a gente terminou no primeiro ano da faculdade e depois de algumas semanas eu te liguei e pedi pra conversarmos porque eu queria voltar? Isso aconteceu depois de eu assistir Um Dia e decidir que nós éramos muito bons pra sermos tão burros quanto Dex e Em, bons demais.

Mas você nunca foi de ver, gostar ou realmente entender esse tipo de história, então, acho que não tem mesmo porque explicar como pode esse negócio de eu ainda te amar mas não gostar mais de você. Sabe qual é o problema dos relacionamentos? São sempre duas pessoas que escolhem começar mas uma delas desiste no meio do caminho e à outra só resta fazer o mesmo, e sabe do que?

Hoje tem jogo, mas nosso time perdeu porque não soube jogar junto. Cê é louco, Cachoeira? Que bagunça é essa que esses jogadores desorientados fizeram aqui no ataque? O amor é tão simples quanto tentar colocar uma bola numa rede enquanto 11 caras suados tentam te impedir: nem todo mundo é bom de bola, e eu sempre achei que você era o melhor dos jogadores, mas sabe quando uma pessoa fica muito tempo sem jogar que quando volta fica evidente que ela está tentando fazer o que fazia antes só que isso não funciona mais porque ela é uma pessoa diferente de antes, numa realidade diferente de antes? Então!

CARTÃO VERMELHO! Até daqui algumas partidas, vou jogando com um integrante a menos até lá. Do que é que eu estou falando? Eu não sei nada de futebol! Eu acho que o que eu realmente queria dizer era que: eu me lembrei de você hoje.

Opa, o sinal abriu.

 

Sem título

Sabia que na escola eu era a última a ser escolhida pros esportes? Não gostava muito de correr, isso já deixava tudo muito complicado, além disso teve um dia na carimbada em que fui buscar a bola fora da quadra e meti a cara numa árvore. Tem uma cicatriz no meu braço até hoje desse encontro com a Natureza, rasgou meu braço pra me lembrar de olhar sempre pra frente mesmo quando tem gente te chamando atrás. Não corra olhando pra trás.

Eu aprendi minha lição, não nesse dia, mas ganhei algumas cicatrizes depois de maior que se estenderam por muito mais do que meu braço e só então aprendi a não correr olhando pra trás. Apesar de eu não ser especialista em esportes eu vim dividir com vocês o que a minha experiência como corredora me ensinou. Às vezes a gente não corre porque não sabe como começar, mas o problema não é começar a correr e sim saber o momento de parar.

Nem sempre a gente corre com o propósito de chegar à algum lugar, às vezes precisamos sentir que estamos fazendo alguma coisa, tudo bem ser assim, tudo bem reagir, tudo bem não aceitar parado, mas não podemos achar que correr em círculos vai nos tirar de onde estamos, vamos continuar parados a menos que façamos caminhos que não fizemos antes, a diferença é que estaremos exaustos depois de correr rumo à lugar nenhum por tanto tempo.

A sensação de se mover vai te salvar. Você talvez não saiba disso ainda, mas se parar no mesmo lugar por muito tempo vai criar raízes em terras que não são férteis pra dar frutos. Mova-se. Agora, enquanto pode. Não necessariamente você vai querer isso, pode ser que goste da vista de onde está, pode ser que o calor do sol na manhã seja confortável mas saiba que o lugar de plantar raízes é aquele que permite aos frutos nascerem mesmo depois que o inverno levar tudo de belo. Mova-se agora porque se plantar raiz onde não é tua terra vai precisar replantar em outro lugar depois e a dor de desenraizar pode, e muito provavelmente vai, te matar.

Mova-se, a única forma de ser a pessoa que você quer ser – quem quer que ela seja – é percorrendo o caminho que separa quem você é de quem você pode ser, mova-se.

Comece caminhando, se puder corra. Se cair levante e respire, mas não pare. Ou pare, mas depois continue. Mova-se. Você merece isso, merece sentir o vento no seu rosto, o suor escorrendo frio contra seu corpo quente, merece parar e encher seus pulmões de ar, merece olhar o horizonte e ver as folhas nas árvores, o vento no lago e sentir a paz. Mova-se, porque você consegue.

Haverão dias em que você vai querer ficar na cama debaixo das cobertas e esperar o tempo levar toda a sua dor, e você pode fazer isso. Haverão dias em que você vai correr, correr, correr e correr sem qualquer destino claro pelo simples prazer de fugir, e você pode fazer isso. Mas não há distância suficiente que possamos correr pra fugir de nós mesmos, não há fuga longe o bastante pra não lembrar da estrada que andávamos antes de pegar uma bifurcação e chegar aqui.

As pessoas que não sabem onde você está indo ou não entendem porquê você vai, estarão constantemente chamando seu nome no lugar de conforto delas: volte, volte! Se você estiver indo em frente à toda velocidade não olhe pra trás, você não vai querer esbarrar no que estiver no teu caminho por conta de passado que não te abandona, mas você merece uma nova chance, continue, se puder corra mas faça o que fizer olhando para frente.

Não há lugar onde se pode correr pra fugir de si mesmo porque a redenção é interior, o perdão está exatamente no lugar onde você se encontra e a salvação, bem, a salvação está aqui. Com você. Se você não for capaz de começar porque acha que vai andar em círculos comece então do mesmo ponto de onde parou: a partir de si mesmo. Enquanto você achar que vai encontrar essas coisas em lugares externos vai se exaurir e não chegar à lugar algum.

Corra de volta pra si mesmo, ajunte os cacos, os membros quebrados e os músculos cansados e continue, você pode deixar tudo para trás mas não pode continuar sem aquilo que você é, não abandone isso. Não vá pra outra casa, pra outra cidade, pra outro país achando que tudo vai ser diferente, não vai ser igual, mas você, quem você é, isso é para sempre. Volte lá no atalho onde você se perdeu, se reencontre e continue. Ainda corro de muita coisa que eu não quero que me alcance mas eu mesma não é uma delas. Ainda corro em direção à muita coisa que não encontrei dentro de mim mas redenção não é uma delas. Você não precisa confiar em mim, eu não sei nada de esportes, o que eu sei é sobre fugir e isso me ensinou como caminhar sobre meus pés.

Eu corri muito, pra longe. Pra lugares que eu nem sabia que existiam. Pra lugares que eu não sabia que queria ir, pra lugares que eram o mais diferente possível dos lugares que eu estava porque eu não aguentava mais caminhar na mesma estrada. Tentei pegar atalhos que estavam mais pra rua sem saída e esqueci de olhar pro que estava bem na minha frente quando estava à toda velocidade. Feri o braço, o peito e a alma com cicatrizes que não mais doem, mas estão à vista como rota em mapa pra lembrar do caminho que eu já fiz. Fiquei exausta, caí no chão sem ser capaz de respirar e me vi sozinha numa estrada de pedra que doía sob meus pés e cuja linha de chegada já não era mais o lugar que eu gostaria de estar. Tive que correr pra bem longe desse lugar já com os joelhos doendo e toda minha força exaurida, porque eu sabia que se ficasse caída ali sozinha eu morreria.

Não morra. Levante, e corra. Vamos começar como fazemos todas as coisas que nunca fizemos antes e achamos que não conseguimos, pondo só um pé na frente do outro, porque a vista é linda e se dermos sorte, só um pouquinho assim de sorte, vamos chegar a tempo de ver o nascer do sol, ai poderemos sentar na pedra com as mãos nos joelhos e a respiração arfando, tomar uma água e sentir a paz acalmar o peito. Mova-se, eu te desafio.

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