Música
04/06/2016

jcboombox

Não preciso nem falar que eu sou a louca das playlists, né? Desde que eu comecei a montar playlists não parei mais. Gosto de ter uma trilha sonora para diferentes momentos da vida!
Essa playlist eu fiz com as minhas músicas de relaxar favoritas, pra ouvir no banho, mas você pode ouvir em qualquer momento que for o seu momento de relaxar, hahaha
Deixa aqui embaixo pra mim nos comentários as músicas tranquilas e calminhas que vocês mais gostam pra eu ir conhecendo e aumentando minha trilha zen. Lembrando que dá pra ouvir no Spotify sem ter que pagar a mensalidade, tá? É só cadastrar, até com o Facebook dá! Até a próxima :)

 

Beijos,
Carol Santana
Textos
03/06/2016

Foto por: flickr.com/photos/pearled/[/caption]

Precisamos de pessoas para sobreviver no mundo. Acredite, eu já tentei sobreviver sozinha e não consegui. Eu morreria de fome, de solidão, de tédio e ainda ficaria mais burra por não ter com quem trocar ideias. Ideias. Esse texto é resultado de um poema chamado Awful Truth e ideias que troquei com três pessoas, que embora fossem totalmente diferentes entre si acharam em mim um igual.

Existem três tipos de atração que você pode sentir por uma pessoa e é possível que o amor venha da combinação de pelo menos duas delas. Paixão Física: você é atraído pelo corpo da pessoa; Paixão Emocional: você é atraído pela maneira que essa pessoa faz você se sentir; Paixão Intelectual: você é atraído pelas coisas que a pessoa fala, as músicas que ela ouve e outras variáveis que a tornam quem ela é. Se combinadas essas formas de atração inevitavelmente vão te levar ao desejo, porque você vai querer essa pessoa cada vez mais perto até o momento em que ela vai estar perto demais.

Precisamos falar sobre isso porque não dá pra sobreviver no mundo sem pessoas ao nosso redor, e vamos nos envolver fisicamente, emocionalmente ou intelectualmente com muitas pessoas ao longo de nossas vidas. Como é que vamos saber quem é a pessoa que devemos passar o resto de nossas vidas quando existem pessoas tão opostas que nos fazem ser indivíduos diferentes em cada momento da vida?

Existe um conceito de alma gêmea, que é o seguinte: há no mundo uma pessoa que é perfeita para você e quando você encontrá-la você vai ser muito feliz. Em inglês tem uma coisa similar chamada The One. O conceito é parecido, mas não é igual. The One é uma pessoa que quando você tá junto dela você não tem dúvidas sobre outras possibilidades, não tem como existir ninguém mais que você queira estar junto porque aquela já é tudo fisicamente, emocionalmente e intelectualmente. São diferentes porque em alma gêmea queremos a pessoa perfeita, e em The One queremos e fazemos de tudo pelo the one independente de todos os seus defeitos.

Não vou argumentar sobre as existência ou não existência dessas pessoas no mundo real, tem pessoas que acreditam e pessoas que não acreditam, e como todas as crenças do mundo você não vai ser capaz de entender até que tenha de fato entendido. Mas vou argumentar sobre a maneira que nos relacionarmos com alguém, e a certeza que temos disso.

Você lembra de quando chegou em casa muito cansado e a pessoa com quem você estava foi o seu refúgio? Você lembra de rir picando os legumes do jantar? Lembra de pausar o filme e carregá-la até a cama, ou pelo menos cobri-la com uma manta porque ela adormeceu no sofá? Lembra de passar numa prova, conseguir um emprego, tirar a carteira e querer muito, mais que tudo, ligar para aquela única pessoa porque era a opinião dela que importava? Lembra de ter crises de riso tão fortes ao lado de alguém que era difícil respirar? Fazer danças ridículas que não fazem sentido só porque essa pessoa te deixa tão absolutamente feliz que você não consegue simplesmente ficar parado?

Se você sentiu essas coisas e está sorrindo agora com a lembrança delas as chances são que você estava no caminho certo, pode ser que tenha surgido alguém no meio do caminho que atraiu você, intelectualmente, ou fisicamente, ou emocionalmente, ou pode ser que você tenha deixado de ser aquele que correspondia à tudo que essa pessoa era.  Mudamos muito ao longo da vida, sabe? Vamos passar por muitas transformações, quanto mais cedo começarmos um relacionamento maiores as chances de ele fracassar porque precisamos aprender coisas e fracassar enquanto indivíduos para aprendermos como fazer as coisas da maneira que funciona e isso não quer dizer necessariamente que a pessoa com quem estávamos é torta demais pra nós, às vezes quer dizer só que não aprendemos como fazer funcionar ainda. Mas precisamos tentar, é necessário nos darmos essa chance.

Quando eu era criança eu gostava de desmontar as coisas pra ver onde estava o que as fazia funcionar. Numa dessas desmontei um rádio, achando que uma vez que eu visse a função de cada peça seria não apenas capaz de colocar tudo no lugar de novo mas também ficaria satisfeita comigo mesma por ter desvendado o que estava por trás do botão de on/off. Não foi o que aconteceu, o rádio nunca mais ligou e foi a mesma coisa com o mini-game, com o controle remoto do DVD e com o Tamaguchi, mas eu precisei ver todas essas coisas parando de funcionar pra entender que eu não tenho aptidão pra desmontar coisas, e só porque eu não sei como funciona não quer dizer que elas não possam funcionar assim mesmo.

Nessas mudanças loucas que passamos, amadurecemos. Pode ser com 16 anos, 38 ou 52, vamos ver que tem coisas que não combinam mais conosco e vamos nos sentir obrigados a deixar essas coisas para trás, não é errado, é bom. Errado é querer permanecer igual para sempre. Mas você não é novo demais para amar alguém, acredite, as pessoas que estão por ai amando a mais tempo continuam tão perdidas quanto você. Você também não é velho demais “pra essas coisas”, se você sente que o amor não vale a pena, que correr o risco de ser ferido é perigoso demais, que não vai encontrar a pessoa que faz seu peito bater mais forte talvez você não tenha se lembrado das coisas que eu disse acima pois nunca as sentiu.

Não precisa, tampouco, não amar porque acha que vai haver outra pessoa na próxima esquina que você vai querer mais do que essa, porque essa não é tão legal, não se parece tanto com você e vocês tem ideais totalmente opostos. Diferentes pessoas vão nos fazer sentir coisas diferentes, uma sensação não é, necessariamente superior à outra a menos que determinemos que ela é. Lembre-se que o valor das coisas é sempre o valor que você dá.

Existem diferentes tipos de amor, porque as pessoas são diferentes. Mas você vai saber o que é amor, por definição, quando sentir. Vai ser diferente de apenas atração física, emocional ou intelectual. O amor é parecido com uma sensação de liberdade que te permite ser quem você quiser misturado com uma dose de risadas e uma porção de perspectiva e sonhos. Não que eu seja especialista, tudo que eu tento desmontar pra ver como funciona para de funcionar. Mas é aquele negócio, tem coisas cuja composição e funcionamento pode até ser misteriosa, mas vão continuar funcionando independente de quem é capaz de identificar a função das peças.

O problema é quando queima e queremos trocar por um novo, que naquele momento tem apelo emocional, ou físico, ou pior, intelectual que precisamos para sobreviver àquele período da nossa vida. Se quebrar e você não puder consertar, tudo bem. A sintonia do amor não pega no rádio, porque quando duas pessoas trabalham juntas vira sinfonia, e mesmo quem não sabe como funciona pode pelo menos aproveitar a música e dançar. Pelo menos o refrão.

Beijos,
Carol Santana
Fotografia
02/06/2016

Tô numa vibe de desconstruir conceitos tão grande que até resolvi postar o projeto de Maio em Junho, que que vocês acham? HAHAHAHA, tô brincando, foi falta de vontade de viver fotografar que tomou conta do mês de Maio de uma forma tão medonha que fiquei com medo que ele fosse ser o mês mais longo do ano (mais que Agosto!) então simplesmente me rendi e dei a ele o tempo que tinha pra acabar e começar Junho livre desses fantasmas horríveis que tentavam me assombrar.

Por isso tô aqui hoje pra mostrar pra vocês minhas fotos relacionadas ao título de livro que eu mais gosto. Vocês lembram de como funciona o Essential Books, né? A cada mês tem um tema em comum pra várias blogueiras literárias fotografarem. Já rolou Personagem Feminina Favorita, Quote Favorita (esse é o melhor, clica, vai!), e em Abril teve Capa favorita.

Não posso dizer que foi difícil. Desde o mês passado eu queria fotografar esse livro. É um livro muito, muito, muito especial pra mim. Primeiro porque a autora dele é ninguém menos do que Meg Cabot, minha inspiração mor do universo da escrita, segundo porque esse livro tem magia (!), bem, não exatamente, terceiro porque a personagem dele é ruiva, quarto porq… sério, preciso continuar?

Jean é uma garota do interior de Iowa que não podia estar mais entendiada. Sua cidade é pequena, sua família muito grande, seus pais pastores, seu nome é de homem, e seu cabelo ruivo é totalmente diferente do que é considerado normal. Pior que tudo isso só seu apelido, Jinx, que significa azadara, pé frio. Depois que ela é forçada a deixar tudo isso para trás e morar com seus tios – no seu próprio quarto, com seu próprio banheiro! – em nada menos que New York City, Jean sabe que agora sua sorte mudou e ela vai parar de atrair o azar que a persegue desde a queda de energia do hospital no dia do seu nascimento.

Só tem uma pessoa que não está nenhum pouco disposta a permitir que Jean comece do zero. Sua prima Tory, com quem ela agora tem que morar, é uma má aluna, rebelde e revoltada com os pais que criou um coven porque acredita fielmente que é uma bruxa. Quando Jean se recusa a participar de toda essa palhaçada e dá as costas ao coven de Tory, sua prima passa a ter como objetivo destruir as esperanças de Jean. Não dá pra saber se depois de tudo que vem acontecendo com ela desde que chegou em NYC é muita sorte ou o maior azar do mundo.

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Dessa vez não vou legendar as fotos porque ficaram bem auto-explicativas. Mas sim explicar a ideia das fotos com elementos de sorte: qualquer situação pode ser positiva ou negativa, depende da sua capacidade de enxergar a big picture da qual essa situação específica faz parte. Esse livro é muito sobre aceitar quem você é, então, fica a dica de que se tem alguma coisa te impedindo de ser feliz, geralmente é a sua própria cabeça.

Só quero pedir pra alguém ligar pra minha ruivice e pedir pra ela voltar, pufavô, tô sofrendo sem ela, sos!

Notas sobre essa postagem:
1. As duas fotos em que eu apareço não foram tiradas por mim (isso tá meio implícito mas nunca se sabe, cada coisa que eu vejo na internet!) e sim pela Carol Ozzy que vocês estão familiarizados de outras fotos, né? Muito amô!
2. Queen of hearts, always the queen of hearts.
3. Maio foi um mês todo torto pra quase todo mundo no projeto, mas teve gente que ainda conseguiu postar, confiram o delas também:

Livro Arbítrio | Sammysacional | Nina é Uma | Cupcakeland |
Pensamentos valem ouro | Outro capítulo | Naive heart
Beijos,
Carol Santana
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