Espero que perceba logo.

Dia 14/01/2018
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Sobre Textos

Já se passou a metade do primeiro mês do ano. Foi rápido, mas pra falar a verdade eu já fiz tanta coisa, tenho vivido tanta coisa, cuidado de projetos diversificados e aprendido tanto sobre a minha própria força de vontade e determinação que me dá a impressão de ter vivido bem mais do que só quinze dias.

Veja, o tempo é uma coisa muito relativa.

Eu acho que pode ter alguma coisa a ver com o fato de nem sempre sermos capazes de perceber os momentos que levam ciclos a se fecharem – apesar de sempre notarmos os finais. As coisas incríveis levam mais do que duas semanas para acontecerem, principalmente porque elas começam de dentro pra fora, e tudo que nasce numa camada tão interna de quem somos – os medos, os sonhos, e as transformações – precisam de tempo pra amadurecerem e serem o que precisam ser.

Nem sempre essa passagem de dias e semanas é notada como a solução dos problemas. Acontece com algumas pessoas de às vezes não terem nada de bom pra falar sobre o que viveram, quem se tornaram ou o que o tempo levou consigo pelos últimos períodos delimitados.

Acontece, sim, de o relógio levar muito para alguns – mas nunca mais do que precisa, às vezes só mais do que percebemos. Independente de quantas voltas ao redor do sol este planeta dê, e do quanto eu ache que precise de tudo que talvez tenha ficado em tempos passados, eu sei que uma parte incrível de quem eu sou hoje segue assim: acreditando nas coisas boas só de birra.

Fazendo pirraça com as infinitas maldades que já vi, e escolhendo o amor como quem grita bem alto “É TUDO QUE VOCÊ PODE FAZER? AINDA ESTOU AQUI, AINDA SOU MAIS FORTE.”

E no fim agradecendo, porque ser forte é isso, nem sempre se sentir forte, mas ver a força no escolher continuar, mesmo que, só por um tempinho ou por um tempão, pareça impossível.

Nunca é.

Nunca é impossível, espero que perceba logo. Rápido, eu talvez dissesse em outro contexto. Mas o que é mesmo a velocidade, quando sabemos que o tempo é relativo?

Há muitos 15 dias pela frente, ainda em Janeiro tem mais, depois duas duplas em quase todos os outros meses do ano. Eu vejo que o mais importante no meio dos medos, dos sonhos e das transformações – de tudo que nasce numa camada tão interna de quem somos – não é o prazo de duração, mas a percepção que se tem dos fatos em si; os do passado; os do presente; os do futuro.

E a gente aprende a dar birra com a vida, e se recusar a aceitar menos do que merece. A fazer pirraça com os medos e não se deixar rendido por eles. Em 15 dias dá pra fazer muita coisa: muita coisa, inclusive, que faz a gente. Mas para o que leva tempo, eu sempre digo, é preciso começar de algum lugar, e é mais do que perspectiva, otimismo ou fé. O fato é que se você começar agora vai ser melhor do que era ontem, quando nem havia tentado.

Você vai sentir em você depois de um tempo. Fervendo no lugar onde você acha que se coração deveria estar, bem ai, crescendo mais forte a cada dia: a força que chega após certos períodos de fraqueza, quando você decidir escolher você e escolher ver as coisas com amor e dar birra com os desafios, se recusando a render-se a eles.

Vai cantar seus medos pra dormir, colocar seus sonhos ao sol pra acordarem energizados e transformar cada partezinha mais íntima do seu ser. Tá sentido?

Vai te levar a lugares. Nunca é impossível.

Nunca é.

Espere só mais um pouquinho – o tempo é relativo, e eu espero que você perceba logo o quanto ainda pode fazer, mesmo que muito já tenha se passado e pareça tarde demais: nunca é.