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Abre alas para o look do dia mais Carol que esse blog já conheceu. Estava mega ansiosa pra mostrar essas fotos pra vocês porque elas ficaram com uma iluminação muito maravilhosa! Na verdade dei uma preview delas lá no instagram e no twitter semana passada (@_cpadfoot nas duas redes!) então se você não me acompanha dá o querido follow porque eu tô sempre postando (principalmente no twitter, amo/sou).

Esse look foi um combo de coisas maravilhosas primeiro porque vestir essa saia (que está muito, muito larga) me fez perceber o quanto de peso eu perdi, segundo porque isso me mostrou o quanto meu estilo mudou: antigamente, por não gostar das minhas pernas eu tentava usar roupas o mais largas possíveis nessa região das coxas, então acabava optando por saias. Depois que eu me libertei dessas neuras (tem um post muito especial sobre esse meu complexo e questões de corpo bem aqui) eu comecei a usar mais short e me viciei completamente neles, tanto que eu não havia nem reparado há quanto tempo não usava uma saia até colocar essa – que eu usava sempre – e reparar o quanto ela está larga. Terceiro motivo por eu ter amado muito essas fotos é que, por terem sido tiradas no por do sol elas ficaram meio douradas, achei a iluminação fantástica!

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E a última foto é de costas pra mostrar que tem dois grampos (de cabelo) segurando o cós da saia que eu tive que apertar pra não ficar pelada no meio da rua, hahaha. Ainda assim tô pensando num jeito de mandar apertar sem perder o corte porque mesmo usando os grampos pra apertar ela não está mais moldando a cintura.

Aliás, a situação das minhas roupas está drástica. Já doei algumas mas ando pensando em fazer uma lojinha online pra vender o resto porque tem muitas que eu nem sequer usei e agora estão muito largas já que eu diminuí 3 manequins e estou falida e preciso dinheiro pra comprar roupas novas. Que que vocês acham? Alguém já fez? Preciso saber tudo sobre lojinhas online, quem souber me conta!

Regatinha: C&A / Saia: Tão velha que não lembro / Sapato: Lojinha em Limeira / Colar: Minha mãe quem fez /Fotografia: Caroline Ozzy

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Meu bem,

Não volta não. Eu sei que eu disse que o amor é eterno então depois desse tempo que você tirou pra pensar você talvez tenha ficado nostálgico e sentido a minha falta – Deus sabe que eu ainda guardo uma das suas camisas! – e pensado que isso significa que o seu amor ainda existe, mas não volta não.

Porque isso aí não é amor, é lembrança.

Quando se sentir assim lembre da decisão que você tomou. Lembre do tempo que você precisava, de tudo que você queria viver “no mundo lá fora”, de tudo que eu não podia fazer por você, de todas as coisas que você tinha pra descobrir (sobre você, sobre mim, sobre o mundo!). Me faz um favor e lembre de toda aquela última conversa. Lembre que tudo que eu podia fazer por você eu já fiz, tudo que eu podia ensinar eu ensinei e tudo que eu podia doar de mim eu doei, agora você precisa continuar sozinho. Mas, por favor, não volta não. E eu tô te pedindo isso com o coração mais aberto que eu tive nesses últimos tempos.

E, tudo bem, você talvez ache que eu tô falando isso porque eu não te amo. É bem verdade que o que eu sinto é uma coisa diferente de antes – ver que você não me amava fez com que o meu amor por você diminuísse um pouquinho, sabe? – mas ainda é amor. Não é isso, que eu tô falando tem uma parte de mim que sempre vai te amar porque o meu amor não depende de você pra existir, ele simplesmente existe. Mas tem outra que entendeu que a gente tava fazendo tudo errado. O amor não é complicado e não tem poréns então isso aí que você tá sentindo não é amor, é lembrança.

Na verdade eu tô pedindo isso porque anda acontecendo umas coisas muito inacreditáveis na minha vida, e, pela primeira vez desde que me lembro, eu posso abraçar essas coisas porque eu não estou ocupada demais pensando em como consertar nossos erros, nossos amores, nossos corações, nossos futuros. E eu quero aproveitar isso, eu realmente, realmente, realmente acho que mereço.

No começo não achava, sabe? Nunca me imaginei escrevendo uma carta dessas, ainda mais nunca me imaginei escrevendo uma carta dessas pra você, que já foi a pessoa mais importante da minha vida. Mas estou escrevendo porque eu descobri que eu não quero compartilhar uma vida inteira com uma pessoa que não acreditou em mim, que não teve fé no meu amor, que não achou que eu era o suficiente. Me disseram que isso ia passar e mandaram eu tomar uma boa dosagem de um remédio que os doutores do amor recomendam pra coração partido: tempo. Uma dose de manhã e uma antes de dormir por seis meses, depois um retorno pra tirar o curativo e conferir os exames. Ainda carrego a cicatriz por aí mas o médico disse que isso é normal.

Meu bem, meu amor, meu sunshine, não volta não.

Eu li esses dias que o antídoto para as coisas que nos envenenam está na própria coisa, tipo, se uma cobra te pica o antídoto é retirado da presa da própria cobra. E eu costumava pensar sobre você dessa forma, sabe? Que independente do que tivesse acontecido o meu amor seria tão imensamente eterno que poderia te curar, mas o seu não era, né? Então como eu podia me curar quando a fonte de veneno era maior que a de antídoto?  Às vezes eu acho que é o contrário e os cientistas não descobriram ainda, que talvez o veneno das coisas que nos curam está na própria coisa e na verdade você nunca foi a cura e sim a toxina. Então, por favor, não volta não.

Não volta não porque eu não vou conseguir te explicar em palavras o quanto eu mudei nesse tempo. Não vou conseguir explicar que você não é mais o Sol cuja minha vida revolve em volta, apesar de todo tempo que eu passei te chamando de sunshine. Não vou conseguir te dizer na sua cara o quanto você me quebrou, me magoou, me feriu e me fez sangrar muito mais litros de sangue do que eu jamais pensei ter.

Tem coisas que precisam ser ditas mas só porque precisam ser ditas não quer dizer que precisam ser ouvidas. Essa carta é pra dizer isso sem você ter que ouvir, porque eu não quero te fazer sentir culpa. Não se culpe não, meu bem. Eu achava que a gente ia poder usar os aprendizados que o nosso relacionamento nos deu para sermos mais fortes juntos, mas não se culpe não. Use o que você aprendeu com uma pessoa cujos erros – como os nossos – ficaram no passado, assim vocês dois podem evitar os assassinatos, as facadas, as bolsas de sangue tentando recuperar tudo, a bagunça que deixa um coração quando descobre que está batendo para manter viva a pessoa errada.

Era isso que você queria já há algum tempo, então eu te peço, meu bem, não volta não. Fica ai onde você está – aonde quer que seja esse lugar – porque quando você foi pra ele e me deixou pra trás eu não consegui seguir nem a sua sombra, e me levou meses pra entender que não é do lado dela, na escuridão, que eu deveria estar. Demora um pouquinho pra gente descobrir que o amor não corre na frente e nem fica pra trás, né? Amor caminha lado a lado. Então não volta não, fica.

Porque embora o amor seja eterno e as dores não, as cicatrizes de quem foi valente o suficiente para sobreviver também perduram por muito tempo depois de se fecharem. Não volta não, não agora, não deu tempo ainda. Não deu tempo de amadurecer, não deu tempo de esquecer, não deu tempo de eu – de você – me transformar numa pessoa cujos erros ficaram no passado. Não deu tempo ainda – não sei se um dia vai dar -, então não volta não.

O tempo vai passar, e, arrependido ou não você vai descobrir – como eu descobri quando passei por isso – que existe um nível de dor que as pessoas podem suportar e elas podem até sobreviver depois disso, mas quando esse limite é atingido prescrevem um novo remédio pra gente e altas doses dele nos ensina uma verdade que ninguém nunca mais pode desmentir: nós somos o suficiente.

Se um dia esse tempo chegar eu só quero te dizer: Prazer, eu sou o suficiente. E agora te peço pra não voltar porque eu não sou mais uma pessoa que pode aceitar que alguém diga o contrário. Tive overdose de amor próprio.

Yours ever,

Shar

rossandrach

Aconteceu a coisa mais fantástica hoje. Ainda estou meio em choque porque foi muito inesperado, mas um inesperado bom, sabe? Fazia tempo que a vida não me dava “inesperado bom”, hoje deu. Acordei e tinha a foto de um casal que eu conheço, que havia se separado, juntos no instagram. Encheu meu dia de alegria saber que estavam juntos novamente. Eram do tipo que a gente olha e pensa “como são bons juntos”, mas há pouco mais de um ano – quase dois – se separaram e não só eles ficaram com o coração partido, eu também.

Foi uma fase meio louca esse um ano e meio atrás – quase dois -, mais de 50% dos casais de amigos que eu tinha se separaram. Aquele pessoal que começou a namorar na mesma época que eu, e que, como eu, já estava em um relacionamento há muitos anos, sabe? Já era, acabou, fim, the end. E agora tenho visto alguns deles encontrar seu caminho de volta um pro outro. Esse que amanheceu meu instagram foi o terceiro nos últimos meses.

É aquele negócio do se perder no outro. Quando estive em um relacionamento longo eu senti que em muitas coisas eu me anulava do que eu queria, do que eu sonhava, de quem eu era, pra fazer o relacionamento dar certo. E, entenda que eu não estou aqui para falar que isso é errado, mas existe um nível em que isso pode acontecer para ser considerado saudável. As pessoas ficam juntas para se somar, não para se diminuírem.

Um relacionamento longo é uma imensa teia de conforto. Você precisa estar atento para não deixar que isso te prenda e te impeça de viver a sua vida. Alguns marinheiros de primeira viagem não sabem disso, ferem e magoam uns aos outros tentando se libertar da teia em que eles mesmo se deitaram, se enrolaram e se prenderam. É de fato libertador sair dela, é como uma lufada de vento para os claustrofóbicos, passamos longos intervalos de tempo desejando por isso.

Mas o amor não é uma teia de conforto, e um relacionamento – longo ou curto – que se pareça com uma deve de fato chegar ao fim. O amor não é uma coisa que te impede de sair para dançar com as suas amigas, não é uma sensação de pânico que bloqueia sua garganta porque seu parceiro não gosta de fazer coisas com você, não é querer ir fazer escalada em dupla e nunca ir. O amor não te torna uma pessoa diferente, ele faz com que você sinta orgulho de ser quem você é: uma cantora de chuveiro, um fazedor de cosquinhas, uma chef de cozinha criativa, um treinador assíduo, uma ginasta em formação, um grande e enorme ursinho de pelúcia em tamanho real, uma amante de flores, um escalador, uma dançarina. Uma infinidade de coisas que nenhum dos dois pensou que poderia ser até descobrir que era.

E algumas pessoas não sabem quem são, por isso é comum encontrar parceiros que ditam para o outro quem ser. E o outro aceita, porque não existe persona formada ali dentro para lutar contra. A luta começa quando descobrimos quem somos, e o que queremos. Mesmo que estejamos apenas sendo inseguros, imaturos e egoístas para perceber que já temos alguém ao nosso lado disposto a passar por todo o processo de redescobrimento conosco. Queremos fazer sozinhos, ser independentes, viajar o mundo, ter experiências.

Alguns de nós realmente querem, outros estão apenas seguindo o fluxo porque ainda não descobriram quem são ou o que querem de verdade. É por isso que alguns casais terminam mas voltam. É necessário muito orgulho e amor próprio para ir embora, e muita humildade e certeza para voltar. O verdadeiro amor é aquele que ama o que não pode ser amado, perdoa o que não pode ser perdoado, tem fé no que já não há mais esperanças, esquece o que não pode ser esquecido e espera o que parece inalcançável. Acontece só que às vezes ele não vai ser visível de primeira.

Tem casal que precisa de mais de um chance para amar. Por isso que quando eu vi a foto do antigo (e agora novo) casal e descobri que estavam juntos novamente eu achei inesperado, mas um inesperado bom, sabe? Algumas pessoas não vão ficar com o amor de suas vidas porque nunca se amaram o bastante para ir embora dos amores errados, algumas pessoas não vão ficar com o amor de suas vidas porque nunca foram humildes o suficiente para voltarem para eles, algumas pessoas não vai ficar com o amor de suas vidas porque não sabem quem são e por isso não sabem quem o amor de suas vidas é.

Mas algumas pessoas vão ficar com o amor de suas vidas, e é acreditas que somos essas pessoas é o que nos faz amar o que não pode ser amado, perdoar o imperdoável, ter fé no que parece perdido e esperar o que parece inalcançável. Eu achava que quem amava de segunda vista estaria sempre sujeito a superar as dores causadas no passado, os erros cometidos, as mentiras ditas, os enganos que foram feitos e as incertezas vividas, e de fato isso é verdade. Começar um novo relacionamento com a mesma pessoa é estar sujeito ao medo de que ela vai errar onde já errou, e tentar diariamente superar isso. Mas muito mais que isso, amar pela segunda vez é entender que o amor da primeira vez nunca acabou, só era necessário se redescobrir, e assim mesmo, do jeito mais torto que pode haver, se aceitar e saber que a vida é melhor com essa velha-nova pessoa ao lado.

Amor não é teia que prende, é asa que liberta. É que às vezes de primeira a gente não sabe disso.

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