Já se passou a metade do primeiro mês do ano. Foi rápido, mas pra falar a verdade eu já fiz tanta coisa, tenho vivido tanta coisa, cuidado de projetos diversificados e aprendido tanto sobre a minha própria força de vontade e determinação que me dá a impressão de ter vivido bem mais do que só quinze dias.

Veja, o tempo é uma coisa muito relativa.

Eu acho que pode ter alguma coisa a ver com o fato de nem sempre sermos capazes de perceber os momentos que levam ciclos a se fecharem – apesar de sempre notarmos os finais. As coisas incríveis levam mais do que duas semanas para acontecerem, principalmente porque elas começam de dentro pra fora, e tudo que nasce numa camada tão interna de quem somos – os medos, os sonhos, e as transformações – precisam de tempo pra amadurecerem e serem o que precisam ser.

Nem sempre essa passagem de dias e semanas é notada como a solução dos problemas. Acontece com algumas pessoas de às vezes não terem nada de bom pra falar sobre o que viveram, quem se tornaram ou o que o tempo levou consigo pelos últimos períodos delimitados.

Acontece, sim, de o relógio levar muito para alguns – mas nunca mais do que precisa, às vezes só mais do que percebemos. Independente de quantas voltas ao redor do sol este planeta dê, e do quanto eu ache que precise de tudo que talvez tenha ficado em tempos passados, eu sei que uma parte incrível de quem eu sou hoje segue assim: acreditando nas coisas boas só de birra.

Fazendo pirraça com as infinitas maldades que já vi, e escolhendo o amor como quem grita bem alto “É TUDO QUE VOCÊ PODE FAZER? AINDA ESTOU AQUI, AINDA SOU MAIS FORTE.”

E no fim agradecendo, porque ser forte é isso, nem sempre se sentir forte, mas ver a força no escolher continuar, mesmo que, só por um tempinho ou por um tempão, pareça impossível.

Nunca é.

Nunca é impossível, espero que perceba logo. Rápido, eu talvez dissesse em outro contexto. Mas o que é mesmo a velocidade, quando sabemos que o tempo é relativo?

Há muitos 15 dias pela frente, ainda em Janeiro tem mais, depois duas duplas em quase todos os outros meses do ano. Eu vejo que o mais importante no meio dos medos, dos sonhos e das transformações – de tudo que nasce numa camada tão interna de quem somos – não é o prazo de duração, mas a percepção que se tem dos fatos em si; os do passado; os do presente; os do futuro.

E a gente aprende a dar birra com a vida, e se recusar a aceitar menos do que merece. A fazer pirraça com os medos e não se deixar rendido por eles. Em 15 dias dá pra fazer muita coisa: muita coisa, inclusive, que faz a gente. Mas para o que leva tempo, eu sempre digo, é preciso começar de algum lugar, e é mais do que perspectiva, otimismo ou fé. O fato é que se você começar agora vai ser melhor do que era ontem, quando nem havia tentado.

Você vai sentir em você depois de um tempo. Fervendo no lugar onde você acha que se coração deveria estar, bem ai, crescendo mais forte a cada dia: a força que chega após certos períodos de fraqueza, quando você decidir escolher você e escolher ver as coisas com amor e dar birra com os desafios, se recusando a render-se a eles.

Vai cantar seus medos pra dormir, colocar seus sonhos ao sol pra acordarem energizados e transformar cada partezinha mais íntima do seu ser. Tá sentido?

Vai te levar a lugares. Nunca é impossível.

Nunca é.

Espere só mais um pouquinho – o tempo é relativo, e eu espero que você perceba logo o quanto ainda pode fazer, mesmo que muito já tenha se passado e pareça tarde demais: nunca é.

 

Eu não lembro de quando eu comecei a ler. Eu sei que eu tinha 4 anos e meio e foi a minha mãe que me ensinou – usando gibis da turma da Mônica. Mas eu não lembro de quando aconteceu. O que eu lembro é que a escrita sempre foi uma parte muito importante da minha vida, quando eu entrei na pré-escola letrada me adiantaram pro ano da frente, onde as crianças já sabiam ler e isso determinou todo o curso da minha educação, os amigos que fiz e o fato de que eu entrei na faculdade com 16 anos.

As palavras tem sido uma parte da minha vida por mais tempo do que eu posso me lembrar, e eu lembro exatamente da madrugada em que eu decidi que seria escritora: eu tinha 11 anos e conheci um site de fanfics – fiquei instantaneamente apaixonada pelas pessoas que semanalmente renovavam a magia das minhas histórias favoritas e comecei a imitá-las.

Pra mim sempre foi uma questão de sobrevivência.

Ouvir e contar histórias foi o que deu sentido a minha vida quando eu não era nada além de uma adolescente confusa, apaixonada e com medo da rejeição: era fácil projetar a felicidade em personagens perfeitos e esperar que eles vivessem minhas aventuras e felicidade, porque eu podia controlar todo o destino deles da cadeira do meu quarto e só um papel e caneta nas mãos.

Parecia perfeito.

Mas não houve nenhum momento em todos esses anos que eu achei que tivesse conseguido. Que eu achei que eu tivesse me tornado de fato uma escritora: os meus livros nunca saíram de um arquivo docx no word e eu nunca os vi em prateleiras, de modo que não sou como sempre pensei que seria, ainda não consegui ser. Tentei até não sonhar mais esse sonho, achei que ele era grande demais pra mim. Tentei deixa-lo de lado muitas vezes (escritora, eu?). Mas às vezes, só às vezes, é tão simples quanto colocar uma letra na frente da outra pra formar palavras.

2017 foi o ano que eu mais escrevi na vida. Foram 22 textos – sem contar os outros tipos de postagem – e muitas páginas de papel, centenas de notas rascunhadas no celular madrugada afora e muitos personagens novos que ainda não consegui apresentar a vocês porque espero que sejam sempre perfeitos, conforme eu sonhei com eles, para que vocês os conheçam.

Eu precisei escrever mais de 20 mil palavras pra entender o significado de uma, e foram vocês que me mostraram tudo.

Eu estava preparando uma postagem de retrospectiva com os melhores textos do blog e pedi à algumas pessoas que me dessem suas impressões mais marcantes sobre o texto do Horinhas em 2017 que mais haviam gostado, e o que eu recebi de volta foi uma coisa que eu nunca tive o descuido de imaginar, mesmo nas noites de autógrafos mais iluminadas com as quais já sonhei. Vocês decidiram sobrecarregar o meu inbox com motivos pelos quais as minhas palavras mudaram as vidas de vocês, e eu não sei se algum dia vou ser capaz de retribuir o quanto esse carinho me inspirou e fez com que eu brilhasse de alegria, mas às vezes eu acho que é tão simples quanto colocar palavras umas na frente das outras pra formar frases.

Jessy sobre o texto “Sobrevivência é uma questão de imaginação“: Comece por você. Sementes, antes de flores. Ameiiiii essa frase quando li pq acho que a maioria de nós é isso mesmo, queremos tanto colher que não temos paciência de plantar, de ser semente antes de flores. Sobrevivência é uma questão de fé, imaginação e hábitos frutíferos. maior verdade da vidaaaa. Me motivou muito esse texto! A continuar apesar das dificuldades.

Nina e Laura sobre “Esse não é um texto sobre o amor“: Eu concordo com absolutamente cada palavra desse texto. Eu achava que soubesse o que era o amor e, depois de tanto tempo, percebi que eu não o conheço o suficiente pra saber se estou acertando ou errando com ele. Ainda assim, eu sei que, conhecendo-o ou não, meu coração nunca vai se cansar dele e vai saber se curar no momento certo.

Eu gosto muito desse texto porque apesar de parecer que ele entra muito em acordo com o Carta pra você que ainda vai me amar, ele não tá. Esse diz que o mundo não vai estar exatamente numa pessoa. Eu vi muito nesse texto que não vale a pena insistir no que está errado porque isso não vai fazer com que dê certo. Eu gostei muito disso, do fato de que você faz questão de ressaltar como fazemos questão de procurar amor nos lugares errados só pra depois dizer que o erro está na gente, e não é assim. O erro é onde depositamos as expectativas, é o que chamamos de amor, quando não é. Eu precisava muito saber disso no momento que eu li, e sou grata por ter encontrado essas palavras.

Tati sobre “Talvez você seja o nome que se dá pro amor“: Parece mentira, mas não é! Eu leio seus textos e parece que tem algumas coisas que parecem comigo e sem contar que eu vi muito de você, quando mais eu lia eu via isso. Na verdade eu percebo muito de você nos textos, que eu paro e penso esse texto e super Carol, aí de repente eu tô no chão porque eu me vejo também. É como se você escrevesse esses textos pra gente ter uns cliques de também passamos por isso e você não foi a única e isso faz muito ajuda com os sentimentos.

Lary sobre “Carta aos Descuidados” Que texto maravilhoso! Quando deixamos de ser lagartas e nos transformamos em lindas borboletas. Não é fácil deixar o casco para trás, pois ele nos dá segurança e nos permite ficar cômodos e protegidos. Ter asas nos permite ver o mundo, mas trás vários perigos e com eles situações que nos machucam. Agradeço todos dos dias por ter abandonado a minha casca, tenho orgulho da identidade borboleta que escolhi ser. Machuquei bastante até perceber o preço das asas, mas elas com toda a certeza valem a pena porque depois que as compreende, que você se entende e se ama acima de qualquer coisa tudo fica mais fácil.

Cecília sobre “Da beleza em vazios iluminados“: Eu comentei nesse post dizendo que queria fazer desse texto a minha morada. Porque eu amei cada pedacinho dele, cada quote incrível da escritora maravilhosa que você é. Porque a gente acha que o coração de todo mundo bate e funciona igual o nosso, mas “coração dos outros é terra estrangeira pra gente”.

Ana sobre “Carta de número dois“: O meu favorito. Mesmo. Foi como se estivesse me lendo através da sua poesia tão pura!! Obrigada por esse texto Carol!! Por esse autorretrato que eu nunca pedi… e que utilizou toda a paleta.

A quantidade de respostas que eu recebi daria pra fazer pelo menos mais duas postagens como essa. Foi muito difícil escolher as melhores coisas que vocês falaram porque na maior parte do tempo eu estava ocupada com uma das mãos secando as lágrimas que vocês causaram em mim por me ensinarem que vale muito mais um bom trabalho feito do que um trabalho perfeito jamais realizado.

Hoje eu sei que eu nunca achei que fosse uma escritora porque eu queria muito ser a escritora perfeita. Mas vocês me ensinaram que trabalhar com palavras é nada mais do que falar a verdade e explica-la de uma forma que os nossos sentimentos entendam o que eles são, e as vezes eu acho que é tão simples quanto colocar frases umas na frente das outras pra formar parágrafos.

E eu sei que às vezes a gente espera muito pelas condições impecáveis, porque sonhamos que as coisas perfeitas aconteçam – e na nossa cabeça tudo é bom demais e perfeito demais para que a realidade venha estragar, então é melhor que certas coisas continuem sendo perfeitas por lá do que imperfeitas aqui. Mas as coisas reais são mais bonitas que as coisas perfeitas, por isso eu acho que eu gostaria de não esperar as condições perfeitas, mas sobreviver às imperfeitas e ter histórias de como algumas coisas deram certo e outras não e eu vivi todas elas, do que a centena de perfeições que conto a mim mesma antes de dormir todos os dias, esperando que um dia se realizem.

2017 foi o ano que eu mais escrevi na minha vida, e na maior parte do tempo eu não fazia ideia do que eu estava fazendo. Mas eu sabia porque estava fazendo, e por quem, e continuar parecia uma opção muito válida, e às vezes é tão simples quanto colocar parágrafos uns na frente dos outros pra formar textos. Muito obrigada por me ensinarem tanto sobre coragem, e serem muito mais reais do que eu poderia pedir.

Vocês me fazem sentir que eu já sou tudo que eu preciso ser, e um dia após o outro eu tenho acreditado nisso, e tem facilitado muito as coisas para eu me tornar quem eu quero ser. Ninguém brilha sozinho porque ter outras pessoas que acreditam que a sua luz é suficiente potencializa o alcance que ela tem. Faz muito sentido ser uma escritora (ainda que imperfeita) quando eu tenho leitores (amigos!) como vocês pra extrapolarem o encantamento do imaginário intocado por falhas para a realidade: que não precisa ser impecável, só precisa existir. Coragem é tentar mesmo sabendo que tenho tudo pra fracassar; esperança é o que vocês me dão, tão maior do que o medo causado por uma imaginação altamente descuidada. Espero ser – para sempre – capaz de retribuir essa luz.

Eu fiz essas fotos porque eu queria agradecer vocês por me permitirem terminar esse ano em paz. Por me mostrarem como vale a pena se esforçar por uma coisa que acreditamos. Quando eu comecei a postar 1 texto por semana eu nem sei se eu mesma acreditei que completaríamos 3 meses ininterruptos de muita luz e amor aqui, nesse cantinho onde todos os sentimentos se reúnem – e às vezes, só às vezes, é tão simples quanto colocar textos na frente uns dos outros pra explicar uma vida inteira de sentimentos.

Eu sempre soube que as palavras eram capazes de trazer muita luz à vida das pessoas, afinal, elas iluminaram minha vida antes que eu pudesse conhecer a escuridão. É por isso que quando eu descobri quão longe elas podiam me fazer enxergar e quanto calor certas faíscas podem trazer, eu quis ser uma fonte incandescente pra vocês, mas mesmo a minha imaginação falhou em prever o quanto as palavras de vocês podiam fazer por mim. Que bom que vocês me mostraram, 2018 tem muito, muito mais!

           |O preço da paz|                                  |carta de número um|                    |carta de número dois|

Os melhores textos do ano, de acordo com os votos de vocês foram esses. Agradeço profundamente quem se dispôs a me ajudar nessa postagem, e pelos depoimentos mais íntimos que não compartilhei aqui, mas sou grata por confiarem a mim. Me impressiona muito que cada pessoa tenha mandado respostas tão incríveis sobre seus textos favoritos e a maioria das respostas foi sobre textos diferentes – o meu favorito, por exemplo, passou longe do voto popular. Vocês me fizeram enxergar minhas próprias palavras com novos olhos, e quantos escritores tem o privilégio de dizer isso? Essa foi a melhor retrospectiva ever!

Se você, leitor desse blog, tem um texto favorito que gostaria de falar sobre pode me mandar mensagem por aqui na caixa de comentário do próprio texto, via página do blog no facebook ou através do instagram, @hddescuido e @caroldohorinhas.

Feliz ano novo,
Com amor,
cs

Eu gostava de pensar que a gente sempre tinha sido sinceros um com o outro, mas quando eu olho pra trás e vejo as luzes de Natal piscando por toda a cidade, eu volto pra casa sozinha e eu sei que ele não vai estar comigo pra me ensinar que tipo de semente das frutas natalinas eu preciso guardar na minha carteira pra ter um ano legal.

E olha, eu nem sou realmente uma pessoa supersticiosa, mas eu acredito em falar a verdade, foi difícil aceitar que às vezes ela é capaz de partir corações tão mais eficientemente do que uma espada muito afiada, mas ainda acredito. Acho que mais do que acreditava antes.

Apesar de ter pensado – por muito tempo – que a gente sempre tinha sido sinceros um com o outro, tem uma pergunta que eu nunca fiz. E não sei se é porque me forcei a acreditar que não faria diferença o que ele diria ou porque eu achava que poderia viver sem saber a resposta, ou porque uma parte de mim já sabia sem que ele precisasse dizer.

O instinto é uma coisa forte, ele realmente vai fazer de tudo para cuidar de nós. E por vezes as pessoas que amam tentam disfarçar o que sentem com outras palavras e definições e complicações, apesar de suas atitudes carinhosas nos mostrarem que se importam, porque não se sentem fortes o suficiente para assumirem o amor que sentem. O contrário também acontece, e o instinto sempre sabe. Nunca é impressão. Quando as pessoas tentam disfarçar sua falta de carinho conosco com palavras e definições complicadas, apesar das atitudes de desprezo nos mostrarem que não se importam, nós sentimos, mesmo que não sejamos fortes o suficiente para irmos embora do amor que não existe mais.

A pergunta que eu nunca fiz tinha um pouco a ver com a minha curiosidade em entender se a questão era que ele não acredita que o amor era mesmo tudo que eu falava que ele era, ou se ele acreditava que o amor podia ser tão grande e forte, mas não desejava mais senti-lo. Ou se não desejava senti-lo por mim – experiências passadas frequentemente tem o poder de nos alertar para os perigos em se permitir viver coisas novas. É também parte do tentar se proteger, ai ai ai com esse tal de instinto.

Mas eu sabia que a forma dele de me tratar não era a de alguém que não sentia nada. Parecia mais como a de quem sentia muita coisa, apesar de se esforçar bastante para não dar espaço pra esse sentimento crescer em sua vida. Hoje não é que eu tenha deixado de acreditar que o amor é capaz de salvar as pessoas – porque ainda acho – eu só não acredito que ele precisava ser salvo, e, se precisava, não achava que eu poderia fazê-lo.

Às vezes insistimos nas pessoas. Nem sempre por amor, acho que de vez em quando é apenas medo de admitir que falhamos, que o amor não foi capaz de sustentar um relacionamento – é um peso que ninguém está disposta a carregar. Quando olho bem eu não sei porque eu fiquei tanto tempo, gostaria de poder dizer que foi porque eu o amava muito, mas não tenho certeza se foi por ele, acho que foi egoísmo mesmo. Foi por não ser capaz de dizer pra eu mesma que o meu sentimento não era forte o bastante pra tapar o buraco imenso que a falta de amor dele deixou nas nossas vidas.

Mas eu sei porque eu fui. Porque amar alguém nem sempre significa permanecer. Amar os outros só pode fluir corretamente, como barquinho de papel solto pela correnteza do riacho, quando não dependemos desse sentimento para entender que merecemos ser felizes, e merecemos o amor, e vamos conseguir isso independente de se o outro tem amor o suficiente pra nos salvar ou não. Acontece que às vezes o que a pessoa precisa não é você: nesse caso amar alguém significa ir embora.

Quando o outro vai embora de mim eu sobrevivo, mas se eu for embora de mim qual amor vai me salvar? E amamos tanto os outros que não percebemos que nesse caso nos amar significa ir embora do outro.

Nunca aprendi a ser supersticiosa, de modo que essa está longe de ser uma história sobre a pergunta que eu nunca fiz porque já sabia a resposta ou do que ele nunca se importou em me dizer, ou das sementes de ameixa que nunca guardei em minha carteira para ter um bom ano. Hoje eu vi luzes piscando, me sentei perto de uma árvore cheia de enfeites e fiz uma oração, e pela primeira vez em muito tempo não teve nada a ver com ele. A verdade é mais forte que qualquer milagre de Natal e ela liberta mais do que a sorte das superstições.

Sendo muito sincera como gosto de pensar que sou, digo aqui: essa era a história que eu queria contar. Porque não há amor nesse mundo capaz de salvar quem não quer ser salvo, e isso, percebi vendo luzes brilharem, está muito longe de significar fracasso pra quem tem um coração inteiro disposto a viver novas aventuras por riachos inexplorados.

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